Archive for the ‘Notícias’ Category

SOS Mata Atlântica – Novo logo


2010
07.06

Anúncio feito pela F/Nazca para o SOS Mata Atlântica. Alterando a marca, notoriamente conhecida, a agência pretende chamar a atenção da sociedade para as mudanças propostas no atual Código Florestal Brasileiro, previstas no relatório do deputado Aldo Rebelo.

| via Consumo e Propaganda

Life Box – uma embalagem realmente sustentável


2010
07.05

Conheça o incrível projeto de Paul Stamets – o Life Box. Embalagens comuns, de papelão, que contém sementes de flores e árvores dentro – devidamente aprovadas pelo Depto. de Agricultura dos Estados Unidos.

Uma vez jogadas no meio-ambiente, as Life Boxes se transformam em árvores. Segundo a estatística (na minha opinião, BEM otimista) de Stamets, uma em cada 100 sementes se transformará numa árvore que viverá até os 30 anos, e sequestrará durante a sua vida 1 tonelada de carbono.

A iniciativa deu tão certo que foi adotada até por Al Gore, que usa as Life Boxes para o envio de seu novo livro, “Our Choice”.

Bem que as empresas daqui poderiam adotar a idéia, não? Entretanto, as Life Boxes são patenteadas e produzidas com exclusividade pela Planted Planet Productions (P3). Você pode encomendá-las pelo e-mail info@lifeboxcompany.com.

| via inhabitat

Picolé engajado


2010
06.17

O publicitário Cai Shi Wei criou para a WWF China uma coleção de palitos de picolé que pretende chocar e talvez, engajar os consumidores. Eu tenho lá minhas dúvidas quanto a eficácia da ação, que certamente deve render a Cai Shi mais um prêmio na estante.

Em tempo: nunca entendi por que picolés precisam de palitos de madeira, já que são protegidos pela embalagem. O Eskibon, por exemplo, não tem palito.

| via inhabitots

As lições do “Cala boca Galvão”


2010
06.15

O assunto “Cala a Boca Galvão”, já velho em tempos de twitter, continua repercutindo no mundo inteiro, e ganhou as páginas do El País e do The New York Times. Por um lado, temos uma parcela da população rindo da brincadeira, enquanto do outro, questiona-se o quanto o nosso país (e o mundo!) mudariam se todos nos engajássemos com o mesmo afinco para assuntos mais sérios.

Mas não há razão para ranhetismo. O fenômeno “Cala boca Galvão” não foi apenas produto do bom-humor (levado aos extremos, é verdade) da twitosfera brasileira, mas também fórmula feita que pegou direitinho os bem-intencionados não-falantes do português. Muita gente ri dos “gringos” agora, sem saber que cai na mesma brincadeira todos os dias.

Na TV, carros andam ao som de uma voz suave enquanto soltam flores por uma cidade colorida e desenhada à mão. Bancos estão preocupados com a nossa felicidade, empresas de fundo de quintal fazem produtos de qualidade duvidosa, embalados em frases feitas que sempre terminam com “a natureza agradece”. Executivos ripongas falam de sua “missão” e “valores” em powerpoint, enquanto exploram seus empregados antes de sair pela cidade em suas SUVs.

Se o seu banco prega a sustentabilidade, e te envia pelo correio extratos e talões de cheque em papel reciclado, ele já está fazendo tudo errado. Qualquer um que diz que é “100% sustentável, limpo” ou o que for, está mentindo, pois é absolutamente impossível viver numa cidade humana sem deixar rastro. Da água tratada que tomamos à luz que utilizamos, tudo tem sem impacto ambiental. Qualquer produto, ainda que orgânico, que venha numa embalagem, ainda que reciclável, precisa de transporte e armazenamento.

Isso não quer dizer que estamos num beco sem saída. Dentre tantos oportunistas, há sempre os que querem colaborar verdadeiramente, e o discernimento do público é sua arma mais importante. Por isso, questione, pesquise, tuite, cheque os balanços das empresas ou o preço que elas pagaram para ter aquela página na revista, dizendo quantas árvores foram plantaras. Você verá que o engajamento ambiental é um argumento muitas vezes tão vazio (e eficaz) quanto o “Cala boca Galvão”. Mas nem de longe é tão engraçado.

Vem aí a primeira embalagem de snack biodegradável


2010
06.12
Um dos grandes desafios do mundo atual vem de um paradoxo: cada vez mais, as coisas são de consumo rápido ou descartável – então, por que diabos criamos embalagens para elas que duram para sempre?
Pense no plástico, que dura até 400 anos, ou no vidro, que nunca se decompõe, sendo utilizados muitas vezes por poucos segundos antes de serem descartados.

Não há uma única solução para o problema. Mas movimentos importantes vêm sendo feitos, como a Frito Lay, maior fabricante de salgadinhos dos EUA, que lançará em sua linha Sun Chips sua primeira embalagem biodegradável. Se jogada numa pilha de compostagem, ela desaparece completamente em 14 semanas. Entretanto, o mesmo não acontece se ela for parar num lixão qualquer, como a maioria das embalagens descartáveis. Caberá aos americanos compostar suas embalagens – e à Frito Lay buscar novas alternativas num futuro próximo.

Em tempo: experimentei o Sun Chips em minha última viagem aos EUA. Ele é feito de soja, assado e é um pouco mais saudável que a maior parte dos snacks – mas é cheio de sódio (14% das necessidades diárias de um adulto) e, infelizmente, devo admitir que não tem lá muito gosto.

| Com informações de inhabitat
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