Archive for September, 2010

Capitão Planeta completa 20 anos


2010
09.10

Quem passou pela infância ou adolescência nos anos 90 certamente se lembra do grito “VAI, PLANETA!“,  proferido pelos cinco Planetóides ao invocar o super-herói mais politicamente correto de todos os tempos. O desenho, criado pelo multi-milionário Ted Turner, chamava a atenção de crianças e adolescentes para os problemas que o nosso planeta enfrentava – e enfrenta até hoje. Acabou fazendo um relativo sucesso, inclusive aqui no Brasil, bem representado pelo índio Mati e seu poder do… aham, coração.

Poluidores malignos e extratores de madeira ilegal não eram os únicos inimigos do Capitão Planeta. Em episódios até ousados para um desenho infantil, eram abordados temas como drogas e o vírus da AIDS. Ele pode não ter conseguido salvar o mundo – mas temos que reconhecer que o super-herói fez a sua parte em levar a conscientização ambiental para os lares.

Mas se engana quem acha que as aventuras do Capitão Planeta acabaram com o cancelamento do desenho, em 1996. Fundada em 1990, a Captain Planet Foundation recruta jovens em todo o mundo, bem ao estilo dos Planetóides, para ações ambientais voluntárias. Para se tornar um planetóide, basta acessar o site oficial da fundação e se inscrever. Como não podia deixar de ser, todo novo membro é recebido com a frase: “O PODER É DE VOCÊS!“.

Pra quem ficou com saudades, segue a abertura do desenho em português:

Querer/Precisar


2010
09.07

Aos 8 anos, a fotógrafa Erin Hanson queria um cachorrinho. Aos 10, calças de paraquedista. Aos 12, um permanente (entregou a idade). Aos 14, um menino chamado Rob. Aos 16, um carro. Aos 20, fazer escolhas erradas – e hoje, ela quer tudo.

Ao perceber que tudo o que ela precisa é sobreviver, Erin criou uma série de gráficos comparando os nossos desejos com nossas necessidades. Nem todos têm necessariamente um apelo “verde”, alguns beiram o radicalismo e outros pecam ao reduzir as questões à simplicidade das imagens. Mas no geral, são bem bacanas. Para quem não fala inglês, traduzi as que mais gostei abaixo:

Quero: Facebook/Preciso: Encarar um livro

Eu deveria alimentar meu cérebro ao invés de ficar lendo feeds sem sentido.

Quero/Preciso

Se ainda toca, fica.

Quero/Preciso

Aumentar os grupos alimentares e a minha qualidade de vida.

É difícil abordar esse assunto sem temer que um meteoro gigante se espatife sobre os nossos tetos de vidro. Na minha opinião, não há nada de errado com o desejo em si – mesmo para o Dalai Lama, o desejo nos ajuda a viver e a progredir como pessoas e sociedade. Não fosse o desejo, ainda moraríamos em cavernas – isso se já não tivéssemos sido extintos. É bem verdade que ninguém precisa de um iPhone para sobreviver, mas sob esse ponto de vista, também não precisaríamos de roupas, móveis ou livros em nossas casas.

O problema é o desejo vazio, que, além de não complementar as nossas vidas (iPad?), tem impactos negativos nela. Como a constante necessidade masculina por carros maiores e mais possantes em cidades cada vez mais lentas e sufocadas pela poluição. Mas enfim, a ideia do post não é ficar apontando dedos, e sim, divulgar o trabalho da artista, que nos leva a reflexões mais profundas. As outras artes podem ser vistas aqui.

| via treehugger


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