Eu nunca fui lá muito fã dessa política de algumas empresas de só fazer as coisas para ficar bem aos olhos do consumidor. Obviamente, algumas têm preocupação genuína e sua postura precede em anos todo o alarde que se tem ouvido sobre o aquecimento global. Das que me lembro agora, sem fazer muito esforço justamente para não me influenciar, tem a The Body Shop (que não realiza testes em animais), o Banco Real, que tem toda uma política (até onde eu sei, legítima) de sustentabilidade, e o Pão de Açúcar, que tem postos de coleta seletiva em suas lojas, além de um generoso espaço para orgânicos e produtos naturais e uma ampla política de sustentabilidade.
Mas enfim, por mais que algumas hoje em dia não estejam lá muito preocupadas com o aquecimento global e sim com os seus lucros, acho que pelo menos a consciência do problema está ganhando massa crítica. Tanto que está sendo realizado hoje, em SP, o seminário “Mudanças Climáticas – Como proteger a imagem corporativa do aquecimento global. Transforme a responsabilidade ambiental em vantagem competitiva.”
Pela pauta do seminário, pode-se perceber que o setor empresarial começa a temer represálias de consumidores e governos a empresas que não possuem políticas de sustentabilidade e neutralização de CO2. Por isso mesmo, é essencial que você escreva, ligue ou mande e-mails para todas as empresas que você acha que não têm políticas ambientais claras ou que poderiam ser melhoradas.
Por exemplo: a sua cia. de TV por assinatura ou de cartão de crédito não oferecem o envio de fatura por e-mail? Que tal entrar em contato com o SAC e pedir que eles incorporem o serviço? Em alguns casos, vale até o boicote a empresas como a Esso, que financia pesquisas que declaram a inexistência do aquecimento global. Triste, né?